#DezembroLaranja, mês de prevenção ao câncer da pele, chega a 5ª edição

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Um país com menos casos de câncer da pele é uma meta alcançável e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está comprometida em reduzir a incidência e a mortalidade da doença. A conscientização pública é uma das formas de reduzir o número de casos. Para isso, pelo quinto ano consecutivo, a SBD realiza a campanha #DezembroLaranja, iniciativa apoiada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), para alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento da doença no Brasil.

Neste ano, a campanha dá continuidade ao tema “Se exponha mas não se queime”, cativando o interesse da população ao fazer um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais. As mensagens divulgadas pelos canais de comunicação da entidade, sobretudo em mídias importantes como o Facebook e o Instagram, preenchem um espaço de utilidade pública, com orientações gerais sobre esse tipo de tumor mais incidente no país.

De dezembro deste ano a março de 2019, ou seja, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos para sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a cada duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

CASOS NO BRASIL
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é que o número de câncer da pele não melanoma seja de 165.580 mil novos casos. Um dado novo deste período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil). A outra notícia é que a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma diminuiu em 10 mil casos de um biênio para o outro.

A SBD transformou esse problema de saúde pública na causa da luta contra o câncer da pele. A boa notícia é que tudo indica que as ações da Sociedade estão surtindo efeito. Parece que estamos no caminho certo”, explica o coordenador nacional da Campanha Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, Dr. Joaquim Mesquita.

Em 2018, a SBD conta com parcerias de órgãos públicos, instituições de saúde e empresas, para que juntos, possam trabalhar em colaboração e superar desafios para reverter o número de casos da doença no país. A sociedade civil também está convidada para participar da campanha. Algumas sugestões para quem quiser aderir é usar laços ou fitas laranjas e publicar as #DezembroLaranja e #verãolaranja nas redes sociais. “É o momento de promover a visibilidade do tema e de tentar mais uma vez realizar uma campanha participativa, coletiva e atuante”, afirma o vice-presidente da SBD, Dr. Sérgio Palma.

SOBRE O CÂNCER DA PELE
O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.
Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer da pele. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.

A regra do ABCDE da pinta ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia deve ser procurado.

Assimetria: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.- Bordas: Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.- Cor: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.- Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.- Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

Outra forma de avaliar o risco da doença é através da “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”, disponível no site – http://www.sbd.org.br/controleOsol/calculadora/.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível ver sozinho. Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

A SBD também lembra que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale reforçar que nem o autoexame, nem a calculadora de risco, substituem a consulta ao dermatologista da Instituição. Encontre um dermatologista associado à SBD em: http://www.sbd.org.br/.

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