Colesterol bom ou ruim? Dia 8 de agosto marca início das campanhas de conscientização

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O Colesterol é essencial ao organismo por desempenhar funções vitais, ser matéria-prima na produção de hormônios, do ácido biliar que regula a digestão e da vitamina D, além de fazer parte da construção de membranas celulares. Mas, em excesso, pode ser prejudicial e quase metade da população brasileira passa por esse problema, ou seja, quatro a cada dez adultos estão com o nível do colesterol alto.

E esse aumento do colesterol pode causar doenças cardíacas sérias. Por isso, em janeiro, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou uma nova versão das Diretrizes de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose que reúne as recomendações sobre colesterol e triglicérides. A mudança foi iniciada pelos Estados Unidos e Europa e prevê que pessoas com risco cardíaco muito alto devem manter o LDL abaixo de 50 miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue. Antes a recomendação era de 70 miligramas por decilitro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) as Doenças Cardiovasculares (DCV) representaram mais de 30% dos óbitos e em países em desenvolvimento, como o Brasil, contabilizam mais de três quartos das causas de morte. O aumento no índice de colesterol é mais comum nas mulheres (25,9%) do nos homens (18,8%), de acordo com a Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Mesmo com um cenário que requer atenção, ainda há quem não procure ajuda médica. Um estudo da SBC aponta que 11% das pessoas nunca fizeram exame de colesterol, enquanto 70% realizam apenas após os 45 anos. “Os exames laboratoriais são importantes para este acompanhamento bem como exames cardiológicos específicos para a condição/doença da pessoa. A Tomografia Computadorizada das artérias coronárias é capaz de identificar alguma obstrução arterial destes vasos que pode ser decorrente de um controle inadequado dos níveis de colesterol pelo paciente”, afirma o responsável técnico do Anchieta Diagnósticos, Dr. Anderson Benine Belezia.

Fazer visitas regulares a um especialista médico e utilizar a medicação recomendada e de forma correta ajudam não apenas a prevenir as DCVs, mas proporcionam melhor qualidade de vida. E isso é fundamental, sendo lembrado neste dia 8 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Colesterol, quando se iniciam as campanhas de conscientização, como explica o cardiologista da CardioAnchieta, Dr. Bruno Jardim.

Qual é a relação do Colesterol alto com doenças cardiológicas?
O colesterol é uma substância lipídica normal que o nosso organismo produz e que é essencial para várias funções vitais do mesmo. Quando se encontra elevado torna-se potencialmente perigoso e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Como prevenir as doenças cardiológicas?
A prevenção de doenças cardiovasculares engloba bons hábitos alimentares associado a exercícios físicos regulares

Qual a diferença entre os tipos de colesterol?
Lipoproteína de baixa densidade (LDL) é conhecido como “mau” colesterol ou colesterol ldl (C-LDL). Já o Lipoproteína de alta densidade (HDL) é tido como colesterol “bom” ou colesterol hdl (C-HDL). O primeiro age retirando o colesterol ruim da circulação. Com o passar do tempo, este último se fixa nas paredes das artérias, o que pode resultar em uma obstrução pela formação de uma placa de ateroma.

A cada dez brasileiros, quatro estão com o nível de colesterol alto. A que se deve isso? Alimentação?
Os hábitos de vida, como alimentação não adequada, rica em gorduras e carboidratos, juntamente ao sedentarismo, na grande maioria das vezes, estão associados a esse aumento. Porém, uma pequena parcela também possui o fator genético como resultado. 

Colesterol alto pode ser genético?
Sim, existem alterações do colesterol que podem ser de característica familiar, é chamada de Dislipidemia familiar quando vários membros da mesma família podem ser acometidos.

Como reduzir o colesterol ruim? Algum alimento ajuda nesse processo?
Para alcançar níveis adequados de HDL, o colesterol bom, a recomendação é manter hábitos saudáveis, dieta rica em nutrientes, controlar o peso e praticar atividade física. Isso deve ser parte da rotina.  Como os triglicerídeos podem diminuir a produção do colesterol bom, é preciso controlar também esses índices e isso é possível evitando a ingestão excessiva de açúcares, carboidratos e bebidas alcoólicas. Já para diminuir os níveis do LDL, uma dieta saudável não é o bastante, nem o baixo consumo de gorduras saturadas e trans, responsáveis apenas por 15% na redução desse colesterol ruim. No caso de paciente com fatores de risco associados e colesterol elevado, as mudanças de hábitos não são suficientes, sendo necessária a prescrição de medicamentos específicos para controle do colesterol.

Qual a importância do Dia Nacional de Combate ao Colesterol?
É muito importante para a conscientização da população, acima de tudo para um alerta, sobre o fator de risco para doenças cardiovasculares. Além disso, um fator de risco, na maioria das vezes modificável, é a atuação precoce que previne várias doenças, bem como ajuda a obter uma melhor qualidade de vida.

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