Oficina de Audiovisual para Moradores de Rua acontece na ZN

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Foto Reprodução Google

A Associação Cultural Kinoforum, com patrocínio da Ericsson, realizam projeto que permitiu a moradores de rua, junto com pessoas que se interessam por cinema, se unirem em prol de uma atividade comum: produzirem curtas metragens. A possibilidade de dar voz a pessoas à margem da sociedade e inserir as mesmas num contexto onde normalmente passariam despercebidas, tornou o projeto  Módulos Autônomos de Realização Audiovisual, um dos mais impactantes da ONG Kinoforum, que é conhecida por realizar o Festival Internacional de Curtas Metragens e atuar com Oficinas para jovens de comunidades há 18 anos.  

O projeto que teve inicio no ano passado com as Oficinas Modulo I no Centro Pop Vila Maria, a Oficina para Crianças da Cracolândia, em Março, e agora a Oficinas Módulos 2 em Abril, consolida a proposta de oferecer um conteúdo que escancara a condição desses personagens da cidade e de dar voz à quem nunca teve. O impacto dessa ação transformou a percepção dessas pessoas melhorando sua auto estima e esperança. Alguns participantes, do grupo de transexuais por exemplo, voltaram a estudar. Um senhor que estava afastado da família, com problemas de alcoolismo voltou a morar com o filho. Essas e outras histórias poderão ser assistidas quando a seção de Cinema com os curtas de todos essas fases forem exibidos.

De 33 pessoas que se inscreveram nas Oficinas Modulo 2 que ensinou direção, produção, roteiro, fotografia, som, maquiagem e interpretação, entre outros temas, 10 são moradores de rua.

Na semana de 22 a 25 de abril será feita a edição e no dia 26 de abril, às 14hs,  exibição dos 3 filmes produzidos. O local é no Museu Penitenciário Paulista – Avenida Zachi Zarchi, 1207, Carandirú.

SINOPSES dos 3 vídeos produzidos durante a oficina:

TERROR TRANS:
Um grupo de mulheres trans se encontra numa lanchonete para discutir as matérias e conteúdos apresentados pela escola onde estudam. Estão muito animadas por estarem voltando aos estudos e comentam sobre como a tecnologia ajuda na educação nos dias de hoje. Falam sobre a ideia de criar um “Canal Trans” no youtube. Um grupo homofóbico faz comentários jocosos direcionados `a elas. Camilo, um dos que mais provocam as mulheres, passa a perseguir as trans quando elas vão passear no Parque da Juventude. O terror, neste vídeo, é mais psicológico do que violento. Obs: Inspirado em fatos reais (as trans estão efetivamente estudando e sofrem ataques de homofobia)

JORNAL DO CARANDIRU
Um jornal bastante descontraído faz reportagens sobre o que acontece no bairro do Carandiru num dia de greve geral na cidade de São Paulo. Entre os depoimentos há alguns sobre o que há de melhor no bairro. Depoimentos de alguns ex presidiários que sobreviveram na cadeia do maior presídio que já houve no Brasil (Carandiru) e que agora estudam numa oficina de cinema que está sendo realizada justamente onde era o presídio. Depoimentos sobre como a tecnologia pode ajudar a deixar o bairro “mais receptivo “.

CORRIDA:
Filme com narrativa poética sobre o cotidiano de duas negras, uma negra retinta, outra negra miscigenada. O curta metragem vai apresentar suas personagens através de pequenos detalhes do dia a dia de cada uma delas, fugindo dos formatos mais comuns de representação dos negros no audiovisual brasileiro.

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