Tosse dos canis afeta os pets durante o inverno

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Falta pouco para terminar o inverno mas as temperaturas baixas ainda permanecem em boa parte do sul e sudeste brasileiro. Com a mudança de tempo contínua aqui em São Paulo, muitas pessoas acabam ficando gripadas ou com problemas de sinusite, rinite e alergias.

Se os humanos não escapam dos resfriados, os cães também não. Comum nessa época do ano, a tosse dos canis (traqueobronquite infecciosa canina) é uma síndrome respiratória complexa que envolve a ação de agentes virais e bacterianos de forma isolada ou concomitante. É uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses frios.

A veterinária Fabiana Zerbini explica que essa tosse só afeta os cães. “O agente que causa uma infecção secundária na Tosse dos Canis, a Bordetella bronchiseptica, pode estar associada ao Complexo Respiratório Felino (uma infecção do trato respiratório), porém, há poucas informações referentes à patogenicidade da B. bronchiseptica em gatos”, afirma. 

A infecção respiratória causada por agentes virais é caracterizada por uma forma branda da doença e pelo surgimento de sintomas agudos de tosse seca, com melhora clínica rápida. Porém, quando há a associação de outros agentes na infecção, como a Bordetella bronchiseptica (uma bactéria), os quadros costumam ser mais graves devido a uma maior lesão do epitélio respiratório, podendo causar agravamento em pacientes acometidos por vírus respiratórios relativamente benignos (como o vírus da parainfluenza). Nesses casos, em que há múltiplos agente envolvidos com infecção bacteriana secundária, o animal pode vir à óbito.

É importante ficar atento aos primeiros sintomas. A tosse pode se apresentar de diversas formas e pode haver presença de secreção nasal purulenta. Os sinais podem se agravar caso ocorra infecção secundária, quando há febre, anorexia e dispneia. A tosse frequentemente piora com o exercício físico. Pode haver ainda engasgo e ânsia de vômito. Em alguns casos podem ser observadas tonsilite, rinite e conjuntivite, além de pneumonia intersticial ou broncopneumonia.

A veterinária ainda conta que as formas de transmissão mais comuns se dão através do contato direto entre cães, ou contato indireto, pelo ar, através de secreções respiratórias (suspensas no ar). “Os agentes podem ainda se disseminar rapidamente por fômites (casinha, vasilha, brinquedos e outros objetos), em ambientes intensamente contaminados”, diz Fabiana.

Mas calma, é possível evitar a doença.  Além da vacinação (CH(A2)PPi/LR), é necessário um controle ambiental. Lugares arejados, limpos e com uma baixa densidade de animais são ideais para a prevenção. É importante evitar locais com muitas pessoas como hotéis, canis e praias.

Se o seu bichinho apresentar algum desses sintomas, procure um veterinário e faça os exames necessários. Os casos que não tiverem complicação se resolvem sem tratamento dentro de 4 dias a 3 semanas, dependendo da severidade. Os cães que possuem sinais persistentes por mais de 2 semanas, podem ser tratados com terapia de suporte incluindo o uso de antibióticos, corticosteróides, mucolíticos, broncodilatadores ou antitússicos.

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