Uso excessivo de celular aumenta número de casos de tendinites e problemas nos ombros

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Estima-se que 9 em cada 10 brasileiros têm um celular, ou seja, quase todo mundo tem esse aparelho na palma da mão! Na média, o brasileiro passa três horas por dia no celular, segundo uma pesquisa realizada em 2016, pela Millward Brown Brasil e pela NetQuest. Não por acaso, vive-se hoje uma onda de lesões resultantes do uso excessivo da tecnologia (o tablet entra nessa também).

Se antes as lesões por esforço repetitivo estavam mais ligadas à profissão, hoje é cada vez maior o número de pessoas que chegam aos consultórios médicos vítimas do mau uso da tecnologia. Estudos mostram que teclar é uma atividade perigosa para saúde musculoesquelética devido às posturas incorretas que a pessoa adota, além dos movimentos repetitivos, principalmente feitos com o dedo polegar.

“O uso excessivo do celular e as posturas incorretas adotas pelos usuários aumentam o risco de desenvolver quadros de tendinite, tenossinovite e osteoartrite nos dedos, mãos e punhos. Os ombros também sofrem, pois ficam sobrecarregados pelo esforço de manter o celular próximo aos olhos. Por último, temos as queixas de dores no pescoço devido à posição baixa da cabeça”, explica a fisioterapeuta Walkiria Brunetti.

Não precisa dizer que a solução número 1 é reduzir o uso desses aparelhos, né? “O segredo é equilibrar o uso de tecnologia com outras atividades, como ler, ir ao cinema, fazer ioga, pilates, nadar, enfim, basta usar o bom senso e equilibrar o celular com outras rotinas”, sugere Walkiria.

Outra dica é realizar alongamento das mãos, punhos, pescoço, ombros, braços e antebraços a cada 20 ou 30 minutos quando estiver no celular ou até mesmo no computador. Usar as duas mãos também é importante, assim como não deixar o pescoço muito abaixado e sobrecarregar os ombros para segurar o aparelho.

Quando a tendinite é confirmada pelo diagnóstico médico, a fisioterapia ajuda a fortalecer músculos e articulações e também melhora a flexibilidade, sem contar na redução da dor. Entretanto, se a pessoa voltar aos velhos hábitos, a inflamação irá persistir. Por isso, é preciso pensar em formas de reduzir o uso destes dispositivos, fazer um verdadeiro detox digital!

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