CULTURA E LAZER

CCJ recebe shows de Dead Fish, Mercenárias e Punho de Mahin

Fotos: Divulgação  –   

Os shows fazem parte da comemoração do Dia do Rock realizada pela Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, anuncia uma programação especial voltada ao rock, recebida pelo Circuito Municipal de Cultura. Para celebrar o Dia do Rock, em 13 de julho, o projeto promove uma série de eventos que ocupam os equipamentos culturais municipais da capital paulista durante os fins de semana de julho.

Com uma programação diversa, o Mês do Rock exalta uma variedade de subgêneros do rock contemporâneo, como o punk, metal, hardcore e psicodelia.

No dia 2 de julho, sábado, o Centro Cultural da Juventude – CCJ (Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha – zona norte de São Paulo), recebe três shows especiais.

Às 18h, é a vez da Dead Fish que volta aos palcos com a turnê 30+1, que celebra seus trinta e um anos de estrada. Esta turnê contará com um repertório especial, trazendo o melhor do que a banda criou neste período. Entre as músicas que serão apresentadas, estão as do álbum Ponto Cego, lançado em 2019 com faixas inéditas de forte teor lírico e crítico sobre a situação política, econômica e social do Brasil, e as do álbum Lado Bets, de 2020, que levou as raridades da banda pela primeira vez ao streaming. Os shows da turnê 30+1 começaram em Janeiro de 2022 e até dezembro a banda passará por todo Brasil.

Às 19h30 é a vez da Punho de Mahin. Nascida em novembro de 2018, através de amigos, que decidiram montar um projeto evidenciando uma temática pouco discutida na cena punk e no underground de modo geral: O negro na sociedade. Abordando questões sobre o racismo estrutural do dia a dia, além de machismo, sexismo, entre outros males impostos pelo patriarcado, além repressão às minorias subjugadas, intolerância, violência policial e demais mazelas sociais Punho de Mahin faz referência à Luíza Mahin que teria sido uma princesa na Costa Mina, África, província de Mahi, trazida como escravizada para Bahia no século XIX. Inteligente e articulada, conquistou sua alforria, reuniu aliados confabulando uma série de revoltas, sendo a mais emblemática a Revolta dos Malês. Mãe do maior advogado, abolicionista e poeta negro da história: Luiz Gama. Luiz Gama retrata sua mãe como “pagã que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã”.

E no mesmo dia, às 21h, Mercenárias, banda de pós-punk surgida nos anos 80, trará músicas que se tornaram clássicos da história do rock brasileiro como Me Perco Nesse Tempo, Santa Igreja e Polícia.

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