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Cinco verdades esclarecedoras sobre o jejum intermitente

Com certeza um dos assuntos mais comentados deste ano, em se tratando de alimentação e emagrecimento, foi o jejum intermitente. Mas, ao contrário do que muitos pensam essa prática não é nenhuma novidade. Segundo o especialista em Nutrição Otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso, o jejum intermitente sempre foi algo que os seres humanos fizeram naturalmente até poucas décadas atrás, só não tinha esse nome específico. Há não muito tempo atrás o comum era ter duas ou três refeições por dia e só. Hoje em dia nos é dito que precisamos comer a cada 3h ou até mais, porém não existe embasamento científico para esse hábito.

Rodrigo explica que ao fazer o jejum intermitente as pessoas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos ‘de forma correta’. “Com isso, seu corpo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se seu corpo está a todo momento processando alimentos, ele sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar”, explica o especialista.

Porém, essa prática ainda gera muitas dúvidas entre as pessoas. Para esclarecer algumas questões, confira 5 verdades sobre o jejum intermitente que ajudam a mostrar que essa prática é algo simples e traz diversos benefícios à saúde:

1. Jejum intermitente não é dieta
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o jejum intermitente não é dieta. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o jejum intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, ressalta. O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros. “O protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto, porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, já que você faz todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas e passa 16h sem comer, incluindo as horas de sono”, ensina. Rodrigo alerta que, segundo o médico canadense Dr. Jason Fung, para pessoas em bom estado de saúde, a prática não tem nenhuma contraindicação, mas o ideal é fazer com acompanhamento médico, pois para começar o jejum a saúde da pessoa precisa estar em dia.

2. Ajuda a reciclar as células mortas
Neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de Autofagia, o qual explica o processo de reciclagem das células quando as pessoas estão em jejum. Nos seus estudos, o cientista relevou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2. Assim, conforme Rodrigo explica, o jejum intermitente também contribui para muitos benefícios com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo longevidade. “Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a Autofagia é uma estratégia de neuroproteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas”, ressalta.

3. Atua para solucionar a maior causa de ganho de peso
Muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina e outros como um pedaço de carne que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um”, explica. O que realmente importa é como o corpo reage à insulina. O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico. Ao se praticar o jejum intermitente, dá-se folga ao corpo para que estes estímulos constantes da insulina parem e com isso, se colabora para a regularização do funcionamento deste hormônio.

4. Não causa perda muscular
Alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos. Esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos. Assim, se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar primeiramente da alimentação. 

5. É adaptável e esporádico
O jejum intermitente é adaptável à rotina de cada pessoa. “Você pode fazer o jejum intermitente quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa saudável”, declara. Mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer”, finaliza.

Como já foi dito pelo próprio especialista, antes de começar qualquer dieta ou mudança de hábitos, consulte um médico e faça um check-up geral para saber como está a sua saúde. Só depois você deve começar a fazer o jejum intermitente e respeitando sempre os limites do seu corpo.

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