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Escritora de 75 anos mostra que nunca é tarde demais para recuperar o bem estar

Foto: Divulgação  –

A escritora Rebeca Virgínia relata as experiências para assumir a responsabilidade pelo controle de sua própria cura

O sentimento de frustração com a vida que se leva só pode ser combatido com mudanças de perspectivas e hábitos. Deixar de repetir pensamentos e ações que se mostraram inúteis e negativas é essencial para que o útil e o positivo se instalem. Já dizia o físico Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Mas para mudar é preciso inicialmente tomar consciência da causa do tormento e, a partir desse despertar, agir, procurando novas formas de viver.

Foi o que aconteceu com a engenheira civil Rebeca Virginia ao se deparar com uma série de problemas que prometiam uma vida limitante, e assim tomar consciência das causas de suas aflições e adotar medidas para combatê-las, encontrando a cura de seu corpo físico e de sua alma. Experiência transformadora que ela relata no livro “Responsabilidade Curativa – Como a física quântica, a medicina holística e as constelação familiares podem ajudar você a construir uma vida saudável”.

Em sua obra, recém-publicada pela Editora Gente, Virgínia mostra como encontrar-se doente em um período crucial de sua vida foi o impulso que precisava para mudar a vida que levava até então e tornar-se mais feliz. “Agradeço às doenças. Elas me despertaram para uma reflexão sobre a exclusividade da minha responsabilidade sobre quem sou e me desafiaram a superar traumas pessoais, modelos culturais e crenças ultrapassadas que estavam protegidas por uma narrativa que não me servia mais”, diz.

Virgínia sempre cuidou da saúde. Não estava acima do peso e praticava exercício físicos regularmente. Mesmo assim, aos 70 anos, recebeu o diagnóstico de artrose no joelho esquerdo, com uma sentença peremptória de sua médica: “A partir de uma determinada idade, rugas, cabelos brancos e artrose, todos teremos”. Aquela frase incomodou-a, pois não queria viver uma velhice decrépita, com “pílulas de conformismo e uma agenda comprometida com médicos, exames e remédios”. Além disso, não aceitou muito bem o diagnóstico de artrose, porque das causas que desencadeiam essa doença Virgínia só tinha contra si o envelhecimento e suposta hereditariedade, atendendo ainda a todos os itens recomendados para a prevenção. Virgínia entendeu que os médicos se preocupavam com a doença e não com o paciente. Sua intuição a empurrava para causas psicossomáticas, mas precisava angariar mais informações para sustentar sua teoria.

“Fiz curso de especialização em psicologia analítica, participei de congressos sobre saúde quântica, fiz formação em ativismos quânticos, fui para retiros de meditação, passei a praticar yoga, participei de cursos de reiki, me informei em cursos sobre a nova medicina germânica, conheci os ensinamento de Bert Hellinger e há mais de oito anos participo de várias dinâmicas de constelações familiares e aprendi algumas técnicas de terapias energéticas”, destaca a autora.

Todo esse conhecimento deu a engenheira civil a certeza de que estava no caminho certo. Era uma das principais razões de sua desconfiança em relação às causas psicossomáticas de sua artrose o fato de que não era a primeira vez que um mal desse tipo a acometia.

A influência recíproca entre pensamentos e corpo físico foi importante também para que Virgínia desenvolvesse novos hábitos que irá carregar para a vida inteira. “Quando desenvolvemos a habilidade de harmonizar coração e cérebro, abrimos um portal para um campo poderoso de autogestão da saúde e da vida. Só o fato de conseguir essa façanha desencadeia em nosso corpo reações bioquímicas que contribuem positivamente na melhoria do nosso sistema imunológico”, explica.

De acordo com a autora do livro “Responsabilidade Curativa”, a melhor forma que encontrou para desenvolver essa harmonia foi através da prática de meditação. “Uma vez que se inclui o hábito da meditação como prática diária, essa sensação permeia gradativamente o nosso estado de ser”, enfatiza.

Ao travar conhecimento com experimentos que mostraram como pensamentos e sentimentos afetam a estrutura física do ser humano, influenciando a água que se tem no corpo, o que reflete diretamente na saúde, Virgínia adicionou ao seu arsenal de novos hábitos mais uma prática que certamente a acompanhará para sempre. “Depois que me convenci dessa façanha dos pensamentos, mantenho rigorosa vigilância sobre eles e nunca mais falei nada da boca para fora”, diz.

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