EDUCAÇÃO

{reprograma} oferece oportunidade as mulheres em situações de vulnerabilidade social, econômica e de gênero

Foto: Divulgação  –   

Startup social visa a inserção de mulheres negras e/ou trans e travestis no mercado de trabalho de TI

Pensando em reduzir a lacuna de gênero no setor de tecnologia, a {reprograma}, iniciativa de impacto social, sem fins lucrativos, que foca em ensinar programação para mulheres negras e/ou trans e travestis que não têm recursos e/ou oportunidades para aprender a programar. A iniciativa visa empoderar e dar a oportunidade de um futuro melhor por meio da tecnologia para mulheres em situações de vulnerabilidade social, econômica e de gênero e levar mais diversidade para o setor.

Desde a sua fundação, em 2016, a startup social já impactou mais de 900 mulheres, sendo que mais de 60% se autodeclaram negras e 6% trans e/ou travestis. Até o final do ano, a expectativa é formar mais 440 profissionais e obter uma taxa de empregabilidade superior a 85%.

Mesmo representando 52% da população brasileira, as mulheres ocupam apenas 23,6% das vagas do setor de tecnologia, de acordo com os dados da plataforma de empregos Catho. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a participação feminina neste mercado cresceu 60% nos últimos cincos anos, passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil, em 2020. “Esses dados reforçam as oportunidades que elas podem encontrar, mas ainda mostram um grande gap de gênero no setor”, analisa Fernanda Faria, Diretora de Operações e Cofundadora da {reprograma}.

Para Carla de Bona, Diretora de Ensino e Cofundadora da {reprograma}, a startup social gera grande impacto na vida das profissionais do setor. “Sabemos o quão difícil é trabalhar em um setor dominado pela desigualdade de gênero. Por isso, é fundamental trabalharmos a ideia de que as profissionais de tecnologia estão prontas para assumir cargos de relevância ou até mesmo iniciar a carreira profissional no setor”, explica.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, de cada dez profissionais de tecnologia, apenas duas são mulheres. “O objetivo da {reprograma} é justamente empoderar essas mulheres para aumentar a representatividade no mercado tecnológico. Em 18 semanas, nosso projeto consegue oferecer uma ótima estrutura para uma aluna que não sabe nada sobre tecnologia. Ao final do curso, ela estará preparada para o mercado de trabalho”, afirma Carla.

Fernanda ainda reitera a importância do olhar individualizado. “Nosso propósito é oferecer qualidade de ensino e acolhimento, além da consultoria de gênero. São atitudes fundamentais na formação dessas profissionais. A {reprograma} não é uma escola de código, é muito mais. É uma comunidade que busca oferecer pertencimento a essas alunas, para que tenham confiança no que estão estudando e trabalhando”, conclui.

Projetos
Todas em Tech
é uma iniciativa em parceria com o Laboratório de Inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID Lab), que visa impactar 2400 mulheres até dezembro por meio de oficinas de um dia, que têm foco em conteúdos introdutórios da linguagem de programação JavaScript, e formar 400 delas em programação front-end e/ou back-end, em cursos de 18 semanas. Além disso, o projeto, que conta com o apoio das empresas Accenture, Creditas, iFood,Meta e Nubank, auxilia no aprimoramento de competências comportamentais e no desenvolvimento de portfólio das alunas, para conectá-las ao mercado de trabalho. As formandas dos cursos têm ainda acesso à plataforma de contratação da {reprograma}, que conecta empregadoras e programadoras.
Vale ressaltar que a abertura das inscrições para as próximas turmas do Todas em Tech, que formará 120 alunas, tem previsão para o fim do mês de junho/22.

A {reprograma} também é responsável, junto ao Mercado Livre, pelo programa Conectadas no Brasil, que está na sua segunda edição e promove gratuitamente uma imersão digital de meninas, entre 14 e 18 anos, em temas de tecnologia. Ao longo de 16 encontros, são abordados conteúdos de transformação digital, economia 4.0, sustentabilidade, design da experiência do usuário, análise de dados, desenvolvimento de projetos e negócios digitais, marketing e comunicação digital. Em 2022, o Conectadas pretende atingir 400 jovens brasileiras, o dobro do ano passado. Meninas de escolas públicas têm prioridade e o programa espera ter pelo menos 50% de jovens negras, pardas e indígenas.

Mensalmente, a {reprograma} realiza lives e meetups, abordando assuntos técnicos e temáticos. O foco é sempre colocar mulheres palestrando sobre conteúdos tecnológicos e também sobre como vivem o dia a dia da profissão.
Pensando nas profissionais que já estão na área, no próximo semestre, serão rodados dois novos cursos: um para formar professoras e outro com foco em proporcionar aperfeiçoamento profissional para quem já possui formação. Ao todo, os novos cursos ofertarão 200 vagas.

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